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Horas de videogame podem causar artrite em crianças e adolescentes

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Jogar videogame, acessar a internet e ficar horas nos aplicativos dos celulares podem ser as causas de dores em muitas crianças e adolescentes por causa da artrite. O tema foi discutido na Reunião Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo (Eular) no fim de maio, em Londres.

“Crianças e adolescentes passam horas e horas jogando videogames e gastam muito de seu tempo livre navegando e utilizando os recursos do i-Phone. Estas atividades sem tempo discriminado estão causando reumatismo crônico nestes jovens”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo (Creb). Segundo ele, a dor crônica aparece devido ao extremo esforço realizado por estes jovens, que fazem movimentos repetidos durante várias horas. “Na Europa discute-se, inclusive, a necessidade de um alerta sobre este efeito colateral nas embalagens dos jogos”, afirma o médico. “Os danos causados às mãos, dedos e braços destes meninos podem ser comparados aos danos que afastam milhares de profissionais do seu local de trabalho”, exemplifica.


Fibromialgia ataca mais aos pacientes do que outras doenças reumáticas

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Os pacientes com fibromialgia parecem ser menos capazes de lidar com seus sintomas do que pacientes com outras doenças reumáticas. Esta é a conclusão de um estudo da Rush University Medical Center, de Chicago. “A intensidade dos sintomas da fibromialgia pode ser excessivamente profunda para os pacientes com fibromialgia e suas famílias, e também muito desafiador para os médicos tratarem destes pacientes“’, disse o coordenador da pesquisa, o Dr. Robert Katz.Segundo ele, entre aqueles com doenças reumáticas, que preencheram questionários e escalas analógicas visuais descrevendo as suas respostas para os seus sintomas, pacientes com fibromialgia classificaram sua capacidade de  enfrentamento significativamente menor do que pacientes com, por exemplo, artrite reumatóide.

Pacientes com fibromialgia manifestaram durante a pesquisa que se preocupavam “se a dor vai acabar”, “se nunca vai melhorar” e disseram que não eram capazes de parar de pensar na dor, se sentindo “oprimidos”.

 – Pacientes com fibromialgia de fato podem ter sua qualidade de vida bastante afetada. Precisam de um tratamento que envolve medicamento, exercício físico orientado, fisioterapia, acupuntura e acompanhamento psicológico e principalmente hidroterapia. É preciso também contar com o apoio da família. O preconceito é muito forte porque esses pacientes sentem muitas dores e exames laboratoriais e radiológicos são incapazes de apontar o motivo. A dor e a fadiga são sintomas subjetivos e variam muito de paciente para paciente. O médico deve estar muito atento,  ouvir e entender  o paciente em suas queixas e dificuldades emocionais é fundamental – explica o reumatologista e fisiatra Dr. Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.


Dor nos punhos: quando procurar um reumatologista?

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De acordo com números do Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho, da Previdência Social, em torno de 30% dos casos de acidentes de trabalho registrados no Brasil atingem as mãos, dedos e punhos do acidentado. Ou seja, três em cada dez acidentes atingem mãos, dedos e punhos e, por isso, anualmente a Associação Brasileira de Cirurgia da Mão realiza sua campanha nacional de prevenção de acidentes e traumas da mão.

Segundo a reumatologista Liseth Acochiri Gutierrez, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, é grande o número de pacientes que a procuram com dores no punho, e isso não é coincidência. “Movimentos repetitivos, como digitar, por exemplo, podem provocar lesões de esforço repetitivo (LER), um dos motivos que mais levam pessoas a um consultório médico. Hoje, não são apenas profissionais que trabalham muito com as mãos que correm este risco. O uso excessivo do celular pode trazer problemas sérios para as mãos e punhos do usuário, e é isso que tem acontecido em demasia. Nossos consultórios estão cheios de pacientes com dores nos punhos e nas mãos por conta do uso sem medida do celular”, alerta ela.

Não a automedicação

A médica do CREB explica que aqueles que utilizam o celular em demasia ou que fazem movimentos repetitivos em geral com as mãos têm muita chance de sentir dor no punho, mesmo porque este desconforto na maior parte das vezes está ligado à compressão dos nervos ou uma inflamação dos tendões. “E não é só quem trabalha ou passa o dia inteiro no celular. Uma pessoa que passa o dia varrendo, lavando louça ou mesmo tricotando pode ter uma tendinite, ou seja, uma inflamação no local. Atividades como estas podem levar os tendões ao esgotamento”, explica a Dra. Liseth.

A reumatologista do CREB explica que é um erro encarar uma dor nos punhos como algo cotidiano, buscar um analgésico na farmácia e achar que tudo se resolverá em um ou dois dias. “A dor é um aviso do nosso corpo de que algo está errado. O analgésico poderá mascarar a dor, e isso não é nada bom. Somente um especialista pode indicar qual o problema e como resolvê-lo. Portanto, ao menor sinal de dor no punho, um médico deve ser consultado. Automedicação, não!”, determina ela.

Punho inchado

Segundo a médica, os principais problemas que podem acometer o punho, causando dor no local, são: fratura, entorse, síndrome de Quervain, síndrome do túnel de carpo e artrite reumatoide. “Um reumatologista poderá avaliar qual é o problema e propor o melhor tratamento. Ele fará um exame clínica e poderá pedir exames de imagem também”, explica a reumatologista do CREB.

E se o punho apresentar inchaço? A Dra. Liseth diz que o mais indicado é buscar uma avaliação de um reumatologista. “A estrutura do punho é muito complexa. São ossos, ligamentos e tendões, e é preciso investigar onde está o problema. Em geral, se não há uma associação do inchaço com um trauma recente, um tombo, por exemplo, possivelmente temos alguma doença reumatológica”, diz.

Um reumatologista deve ser consultado, ensina a Dra. Liseth, quando o punho apresentar dor e/ou inchaço sem antecedência de trauma, se a dor persiste, se houver envolvimento de outras articulações e, ainda, se o paciente tiver artrite, psoríase, doença inflamatória intestinal ou alguma outra doença autoimune.



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